Celebramos os leigos

Rosemari Stein Bertolin



O mês de agosto é dedicado às vocações lembrando-nos que cada cristão tem a missão de testemunhar o Evangelho. No quarto domingo, celebramos os leigos.



Os leigos na comunidade católica são todas as pessoas batizadas e confirmadas e sua missão é estar no mundo e nele evangelizar aos outros por intermédio do seu exemplo e das suas atitudes frente aos problemas da vida. É testemunhar o Evangelho na família, no seu trabalho, nas instituições que frequenta e na sociedade em geral, participando da construção do mundo conforme o Reino de Deus.

Durante séculos o leigo teve um papel muito secundário na vida da Igreja. Com o tempo essa percepção foi mudando e, aos poucos, os leigos passaram a ter mais importância. Essa tendência se acentuou muito a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II, que ocorreu na década de 1960.

De lá para cá muita coisa mudou e os leigos têm papel cada vez mais atuante na Igreja, participando da Liturgia, de grupos bíblicos e de oração, em movimentos de jovens ou de casais, em pastorais e em inúmeras outras funções dentro ou, mesmo, fora da Paróquia. Assim sendo, os leigos têm um papel fundamental na sociedade ao seguir o exemplo de Cristo através do amor fraterno, dedicação ao próximo e auxílio às pessoas necessitadas espiritual e materialmente.

Desejo compartilhar um pouco da minha vivência como leiga na comunidade católica.

A vivência e o testemunho de fé dos meus pais sempre foram muito marcantes para mim. Lembro-me desde muito pequena de eu e minha irmã gêmea participarmos das missas dominicais sendo levadas por eles, bem como a reza do terço quando recebíamos a capelinha de Nossa Senhora. Meus pais sempre ressaltaram os valores cristãos na nossa educação.

No início da minha adolescência eles participaram do Encontro de Casais com Cristo o que os levou a terem uma vivência mais intensa na comunidade paroquial. Eu e minha irmã frequentamos um grupo de jovens na paróquia e participávamos da liturgia e canto nas missas bem como de outras atividades pastorais.

Meu marido também vem de uma família católica e desde criança frequentava a Igreja, tendo participado de grupo de jovens, além de outras atividades paroquiais.

Recebemos o sacramento do Matrimônio em dezembro de 1990 e fomos abençoados com o nascimento dos nossos filhos: Eduardo e Carolina. Da mesma forma que nossos pais, pautamos a educação deles dentro dos valores cristãos de amor e respeito ao próximo, respeito à dignidade humana

Nossa participação na vida paroquial se intensificou depois de fazermos o Encontro de Casais com Cristo na Paróquia Mãe de Deus em 2011. A partir desta vivência tornamo-nos mais conscientes da importância da atuação do leigo na comunidade. Começamos a participar de algumas pastorais paroquiais e por algum tempo como “tios” do CLJ. Estas experiências nos trouxeram e ainda trazem muitas alegrias, fizemos muitos amigos.

Percebemos que cada um de nós é também responsável tanto pela construção de um mundo melhor quanto pela própria vida paroquial.

Se quisermos uma Igreja atuante e mais presente na vida das pessoas, temos, cada um de nós, que fazer a nossa parte e isso inclui participar da vida paroquial e auxiliar também na manutenção física do templo, o que muitas vezes é esquecido pelos leigos.

Muitas vezes pensamos que apenas o Padre deve cuidar da Igreja, mas se a quisermos viva temos que ter consciência que ela é responsabilidade de cada um de nós



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