Centenário do monumento da fé



As primeiras impressões sobre a Catedral Metropolitana Madre de Deus e a relação com a cidade de Porto Alegre podem dizer respeito à sua imponência, destaque da cúpula, concluída nos início dos anos 70 no alto da colina onde o templo está edificado, seu estilo arquitetônico que remete ao primeiro movimento renascentista, que mescla ao mesmo tempo classicismo e simplicidade. Todavia, a palavra que mais nos parece adequada é ‘serviço’. A Catedral é a igreja-mãe da Arquidiocese e também é uma paróquia, confiadas à proteção da Madre de Deus. Por isso, um duplo serviço. Não só à Igreja Católica pelas celebrações que são presididas pelo arcebispo, demais bispos e padres sempre com a participação do povo de Deus. Mas, por sua centralidade na vida das pessoas, pois é muito procurada por todos diariamente, está sempre aberta e oferece, seja para o fiel ou o visitante, uma experiência transcendente, misto de calmaria (ainda mais nos tempos turbulentos, ruidosos e difíceis de hoje) unido a mística, já que não há como não se sentir impelido a rezar e contemplar o mistério ao adentrarmos o interior da Catedral.

Celebrações dos Sacramentos, turmas de formandos que procuram a Catedral para assinalar anos de estudo com a oração e o agradecimento a Deus. Celebrações em momentos importantes - bons e ruins - da comunidade e da cidade. Acolheu S. João Paulo II nas 22 horas que passou em POA em julho de 80. Tem permanentemente padres atendendo e até antes da pandemia um Diácono permanente. Recentemente, impactou a muitos acolhendo moradores de rua na cripta, hoje salão nobre que virou salão dos pobres. Recebeu em abril de 2017 a celebração da ceia judaica. Dizem que na crise da Legalidade (anos 60) o Palácio Piratini (também Centenário) não foi bombardeado devido à preservação da Catedral. Aqui não se para. Sempre há trabalho, orientação e atendimento, reuniões e encontros, celebrações e momentos festivos que transcendem as fronteiras da paróquia e da própria Catedral. Uma edificação desta envergadura com certeza renova para nós um duplo significado tão necessário nos dias atuais: recuperar a nossa humanidade por meio da espiritualidade. É a obra da salvação de Jesus para a qual a Catedral Madre de Deus sempre estará aberta, disponível e realizando esta missão. Deus seja louvado por tão grandiosa obra. Nas figuras do Arq. João Battista Guovenale e Mons. Dr. João Maria Balém, expressamos nossa mais profunda gratidão a todos que se empenharam nesta obra bem como quem hoje toca pra frente conosco tantos projetos de revitalização, melhorias, conservação e novos horizontes. Horizontes que abrem para a Catedral Metropolitana Madre de Deus um amplo espaço de importância e significado na vida de nosso povo e de todos quantos ainda haverão de se beneficiar deste monumento da fé cristã presente no coração de Porto Alegre.


Pe. Rogério Luís Flôres

Pároco

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